Long Stay: Segmento ainda é pequeno no Brasil e tem espaço para crescer 18/02/2020




De acordo com Nina Mazziotti, diretora de Vendas e Marketing Brasil da Marriott, a hotelaria long stay é um segmento que tem muito a crescer no Brasil – visto que uma permanência a partir de cinco dias já pode ser considerada dessa modalidade. Voltado aos hóspedes com necessidade de uma maior permanência, o hotel oferece toda a infraestrutura de uma hotelaria tradicional com serviços adicionais. A ideia é fazer com que o hóspede se sinta o mais em casa possível durante suas viagens, mas desfrutando de serviços de uma grande rede hoteleira.

Em mercados mais desenvolvidos, o long stay é muito comum e já é trabalhado pela hotelaria como um nicho particular. No Brasil ainda há muita comparação com outras modalidades de hospedagens como Flats, por exemplo. “Ainda se tem como conceito de long stay estadias de meses ou até anos. Mas este nicho é muito mais abrangente e que vai além do perfil de executivos e de viagens de negócios”, comentou.

A Marriott possui uma equipe no mundo dedicada a esse segmento, e no Brasil não é diferente. Apesar de ter somente dois hotéis no país com a estrutura totalmente voltada ao long stay (Marriott Executive Apartments São Paulo e Residence Inn By Marriott Rio de Janeiro), muitos dos hotéis da rede possuem quartos para esse perfil de cliente. Hoje, os dois hotéis recebem em média 50% de estrangeiros e 50% de brasileiros. A permanência fica entre 30 e 60 dias, mas já chegou em 2016 a ser de 90 e 180 dias. Mudança atribuída em especial pela crise, segundo Nina.


Principais vantagens e serviços do long stay

Além da vantagem sobre a concorrência como flats e aluguel que exigem contratos, fiador ou depósitos para garantia, o hotel long stay oferece serviços diferenciados como a lavanderia ou máquina e secadora no próprio quarto, cozinha completa (inclusive utensílios), produtos de higiene pessoal diferente dos amenities, serviços extras como compras e até ajuda para encontrar lojas e produtos para os pets – que são bem vindos nesta modalidade. Nem mesmo o Airbnb oferece o mesmo aconchego caseiro aliado a benefícios e serviços como um long stay.

O hotel ainda conta com infraestrutura comum a todos os hóspedes, como o restaurante (que está incluso para café da manhã e almoço), piscina, academia, espaço para eventos, Wi-Fi, room service, concierge, estacionamento, e manutenção. “Este é um diferencial muito grande já que o hospede não precisa se preocupar em arrumar a cama e trocar lâmpada ou chuveiro queimado. Quando comparado a um contrato de aluguel ou mesmo flat, não se pode colocar no custo somente o gasto do aluguel e condomínio”, lembrou, dizendo que o preço do long stay já cobre todos esses itens e mais.

Entre os hóspedes que o Marriott Executive Apartments São Paulo já recebeu estão jogador de futebol famoso, blogueira fitness, executivos de outros países, e até empresas que “alugaram” um apartamento por mais de anos para que seus funcionários se hospedassem com frequência no mesmo lugar em viagens e se sentissem mais a vontade. Já teve caso de família que veio ao Brasil adotar e que precisava de uma residência fixa por três meses para finalizar o processo; e mais recentemente teve um executivo chinês que trouxe sua esposa e filhos para morar com ele no hotel.

MKT Share – No Brasil, a Marriott está muito bem posicionada no segmento long stay. Segundo a diretora, em São Paulo o hotel está na liderança de participação de mercado, mesmo durante o período de crise. Nos primeiros meses do ano já foi registrado um crescimento de 10 pontos frente aos números de 2017. “Nossa competitividade é muito alta, mas o mercado ainda precisa de mais conhecimento sobre o segmento, e mais profissionais treinados para atender e vender especificamente este nicho”, finalizou.

Fonte: Mercado e Eventos