Long Stay: novo conceito que está se consolidando no Brasil 08/02/2020




Nos últimos anos observou-se uma crescente entrada de players focados no desenvolvimento e administração de empreendimentos residenciais voltados para renda no Brasil, especialmente na cidade de São Paulo, que é uma das maiores cidades do mundo sem uma expressiva gestão profissional no mercado de locação residencial.

Também chamados de long-stay, estes empreendimentos estão sendo desenvolvidos em bairros consolidados, com boa infraestrutura de transportes e grande oferta de empregos e serviços. Os apartamentos são mobiliados e decorados, prontos para a ocupação imediata do cliente.

Novos comportamentos do consumidor exigem mudanças na atuação
O objetivo é atender não somente às novas gerações, sem apego a patrimônio e que buscam uma maior flexibilidade na moradia dado a maior rotatividade de seus empregos, mas também outras faixas etárias, em diferentes momentos de vida, como solteiros, casais sem filhos, e os empty-nesters, casais cujos filhos saíram de casa e que buscam o aluguel como opção.

A alta qualidade dos apartamentos, associada aos serviços pay-per-use e a gestão profissional das unidades, corroboram com o discurso destes players de que os clientes aceitam pagar um pouco mais para morar e usufruir destas residências.

Este tipo de empreendimento já existe há décadas nos Estados Unidos, sendo que grande parte está concentrada na estrutura de REITs (Real Estate Investment Trust), similares aos Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) brasileiros. No Brasil, a tendência é que este nicho de mercado ganhe cada vez mais robustez, com aumento na escala dos atuais players e entrada de novos, e que estas empresas façam IPO ou estruturem FIIs para este tipo de operação.

Em setembro de 2019 foi inaugurado o VO 699, da JFL Realty, empresa fundada em 2015 com foco em empreendimentos de long-stay. Localizado na Vila Olímpia e a JFL também possui em seu portfólio o VHouse Boutique Residences, que está operando no bairro de Pinheiros desde 2018.

Fonte: CTE